“Dividir para Reinar”-Presidenciais 2016

Nóvoa-Belém 2016

Óbviamente não comparando com César ou Napoleão, o actual Primeiro Ministro A. Costa utiliza a velhinha estratégia da conquista (do poder-lugar de PM de Portugal), pela divisão dos próprios potenciais eleitores, militantes, simpatizantes do Partido Socialista, quando apela ao voto seja em Sampaio da Nóvoa, o ex-LUAR, seja em Maria de Belém, a ex-Segurista.

Ontem mesmo, o Sr. A. Costa, com o já habitual ar de gozo (talvez venha a ser a marca do seu mandato), falou para os correlegionários socialistas indicando o voto nas Eleições Presidenciais do próximo dia 24, não em 1 candidato, mas em 2!?! Fantástico.

Provávelmente, ele votará nos 2, anulando o seu voto, pois na verdade, as Presidenciais para ele são irrelevantes, dado que o suposto candidato recomendado pelo PSD e pelo CDS/PP, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou sem qualquer rebuço, que tudo fará para assegurar o Governo minoritário por 4 anos!?! Fantástico.

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Mais, o candidato a Presidente, ou melhor o Presidente candidato Prof. Rebelo de Sousa, insta a maioria dos 4 conjuntos a aprovarem o Orçamento de Estado, preferencialmente em Março, poupando-lhe as inevitáveis dores de cabeça, caso “a coisa” se arraste até à sua tomada de posse em Abril.

Claro, tudo em nome da estabilidade e da normalidade política!?! Fantástico.

Mas, o Sr. Prof. tem toda a razão ao dizer que o País está dividido. Sim, está!

Como sempre esteve: Direita/Centro-Esquerda/Extrema Esquerda; Público-Privado; Funcionários Públicos-Os Outros; Com Privilégios-Sem Privilégios; Os que pagam impostos-Os que não pagam ou fogem dos impostos; Corruptos-Não corruptos; Os Partidários-Os Sem Partido; Favorecidos-Desfavorecidos; Ricos (poucos)-“Classe Média” (a maioria)-Pobres (poucos); Com emprego (a maioria)- Sem emprego; Os que produzem e criam riqueza-Os que empatam e desperdiçam riqueza; Os que são a favor-Os que são contra;…

Então qual é a diferença, agora?

Enorme, de facto. Existem mais de 2 milhões de eleitores (quase 38%) que votaram na Coligação PSD/CDS, vencedora das Eleições Legislativas de 2015, porque avaliaram positivamente a acção do XIX Governo Constitucional, liderado pelo Dr. Pedro Passos Coelho, nas circunstâncias dramáticas, verdadeiramente inauditas de crise económico-financeira, desde o 25 de Abril de 1974 e desejavam a continuação das reformas e políticas encetadas, com vista não só a um futuro melhor, mais auspicioso para si e para as suas famílias, mas também que Portugal enveredasse finalmente por um caminho consistente e sem percalços de maior, rumo ao Desenvolvimento e Progresso, na senda do seu distante percurso histórico e aproximando-se irreversivelmente dos Países mais desenvolvidos do Mundo.

A diferença é que a estes Portugueses, ninguém se dirige, ninguém dá resposta, ninguém quer saber. Nem ninguém sabe o que lhes fazer.

Nem sequer o PSD e o CDS/PP!?! Fantástico.

No quadro negro da sala de aula dos 4 Conjuntos, que é Portugal, o líder viperino e actual PM “à força”A. Costa, passa tranquila e impunemente uma esponja sobre tudo o que foi feito nos últimos 4 anos, com o sacrifício e a coragem dos Portugueses, reduzindo a pó os votos e principalmente as profundas aspirações de mais de 2 milhões de Portugueses.

Com a precoce capitulação da chamada Direita e a propagandeada benção do Presidente candidato Prof. Marcelo, só resta mesmo ao alegado escroque A. Costa dividir o próprio Partido, para “reinar” ad eternum, “pendurado” no revigorado Partido Comunista e nas pós-modernas syrizescas líderes do Bloco Esquerda.

Cascais, 10/01/2016

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Costa: Odor a Ditador

A Democracia vai-se… “aos poucochinhos”!

“Se não for com o acordo, é sem o acordo”, vincou António Costa.
Esplendorosa frase do Primeiro Ministro ‘à força’, dita hoje em Bruxelas em conferência de imprensa, à margem do Conselho Europeu.

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António Costa ensaia a nova Saudação do PS

 

Bem reveladora do seu pensamento, que todos os dias dá nota, não da “sede de poder”, porque o tomou, mas do “apego” ao mesmo. Surpresa? Sim, verdadeiramente surpreendente na forma, no método e na desfaçatez.
E Não, a ameaça de Ditadura não vem dos Comunistas – PCP/CGTP+PEV – muito menos das BE’S, mas do próprio António Costa, o prepotente, que apropriando-se do poder magnis itineribus, já dera ao País tiques de tirania, agora dá provas sólidas de ditador.
A TAP, a TAP, a TAP… e lá vem a TAP outra vez! A TAP FOI VENDIDA, PONTO.
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TAP “A Companhia de braços abertos”
No dia 12 de Novembro, perante a situação de iminente colapso financeiro,que punha em causa o pagamento de salários e a compra de combustíveis do mês, foi assinado o contrato de venda directa de 61% do capital social da TAP ao Grupo Gateway, pela Parpública, representante do Estado Português. O acto foi aprovado em total legitimidade de funções, pelo XX Governo Constitucional, o único Governo sufragado pela maioria dos eleitores portugueses, nas Legislativas de Outubro.

 
Os Portugueses estão fartos da TAP! Ou a grande maioria dos Portugueses não querem ouvir falar, nem pagar mais impostos à conta da TAP e da pequena elite de privilegiados (salvo excepções que só confirmam a regra), que desde há décadas tem usado, abusado e tornado a abusar da Companhia a seu belo-prazer – não foram as regras da União Europeia e o desmando seria ainda bem pior.
Mas, o Primeiro Ministro ‘à força’ de um Governo minoritário, apoiado pelos Conjuntos que se conhece, quer a TAP. Porquê? Porque sim e pronto.

Acaso um Governo totalitário, precisa de justificar o que quer que seja? Acaso um Governo derrotado nas urnas precisa de explicar o inexplicável? Acaso um Governo de um Partido derrotado 2 vezes seguidas por sufrágio universal, precisa de fazer ou dar contas aos governados?
NÃO. Com certeza que não e o António Costa sabe-o melhor que ninguém, como o descoberto aspirante a novo ditador de Portugal!
Tempos perigosos e a temeridade é imperiosa.
Algo que somos!
Nós, Portugueses somos temerosos: acabámos de o demonstrar, nos últimos 5 anos e se a dúvida se instalar, relamos a nossa História, Contemporânea ou Antiga.
O último Ditador foi-o por 48 anos, este que se instala não o será pelos mesmos meses, sequer.
Cascais, 19/12/2015

Le Pen, Costa e Jerónimo – Os Derrotados

As Derrotas da Extrema Direita e da Extrema Esquerda

Em França e em Portugal, como são diferentes, não é?

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Marine Le Pen

Marine Le Pen e a Frente Nacional foram a votos e na segunda volta, perderam em todas as regiões, apesar do número de votos ter aumentado. Os Republicanos do ex Presidente N. Sarkozy obtêm a vitória, seguidos dos Socialistas do Presidente Hollande.
Ao que se sabe os franceses estão descansados, porque a 2ª volta garante a maioria na Assembleia Nacional, do Partido vencedor nas Eleições. E acaso Sarkozy para o ser, a exemplo do “iluminado” português A. Costa, forjasse previamente uma “posição conjunta” com a Frente Nacional, óbviamente que perderia estrondosamente as mesmas!

Lá, os eleitores tem a certeza de, o seu voto traduzir exactamente que o Partido no Governo ou o na Oposição, é o Partido Vencedor ou o Derrotado, respectivamente.

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Nicolas Sarkozy

Cá, Não!
Em Portugal, o voto no Partido/Coligação vencedora foi desbaratado e “deitado ao lixo”. Os Partidos PSD e PP Vencedores estão na Oposição e os Derrotados (empossados ou posicionadamente conjuntos) estão no Governo. Como? Nem merecem que se fale mais nisso.
Certo é que temos um Governo Fantoche, com 2 telecomandos, um da União Europeia e o outro, ameaçador e perigosíssimo, da Extrema Esquerda totalitária (PCP/CGTP) e populista (BE), o que já sabemos, irá acabar mal – pouco importa, não fora a estafada Economia Portuguesa, Portugal e os sobretudo os Portugueses a estarem em causa.

Já agora, alguém tem uma foto Conjunta dos “4 Conjuntos”?

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A foto conjunta possível dos 4 Conjuntos

Não há.

Cascais, 14/12/2015

“Um Conto de Crianças”, Para Adultos!

As Mal Medidas do PS e as Não Greves do PCP/CGTP

Após a tomada de poder à força, através do libidinoso Golpe da maioria de “esquerda” à Constituição Portuguesa, sobrepondo-se à vontade dos Portugueses sufragada nas urnas em Outubro e o inevitável caucionamento do Programa do Partido Socialista no Parlamento, no passado dia 4, as 70 Medidas acopladas das “posições conjuntas” do PCP, do PEV e do BE vão sendo postas em prática, a adopção plena por casais do mesmo sexo, o fim dos exames do 4º ano e da prova de avaliação de professores ou não vão sendo postas em prática, como a eliminação da sobretaxa em 2016.

Mas o que interessa afinal se o Programa do PS e dos seus “conjuntos” é ou irá ser cumprido? Para absolutamente nada! Nem do ponto de vista dos agora sociais-comunistas, nem do dos comunistas por direito próprio, pois os derradeiros objectivos, ou a estratégia de médio/ longo prazo das partes – muitíssimo diferente cada uma – é paralela ou até independente do cumprimento do propagandeado Programa. Desafortunadamente, o bom rumo de Portugal não está na agenda e o melhor futuro dos Portugueses será um dano colateral.

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“Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do eu?”, a Rainha, na “Branca de Neve”

Então, qual é a estratégia dos “conjuntos”?

  • Começando no Partido Socialista, obviamente que é impossível conciliar o fim da chamada austeridade, com os principais compromissos europeus de Portugal, dos quais o mais imediato à data é assegurar a saída de Portugal do procedimento por défice excessivo (abaixo dos 3%), cujo comprometimento ontem o Ministro das Finanças assegurou; é impossível aliar uma agenda reformista, com as medidas radicais dos outros “conjuntos”; enfim, é impossível aumentar a riqueza e os rendimentos dos Portugueses (não aumentando a Produtividade na mesma proporção e só por via da Procura Interna), sem aumentar também a Despesa Pública, a Dívida Estrutural e o descontrole das Contas Externas. Não, nem o PS “descobriu a pólvora”, nem o Povo Português é parvo! A nova era do PS social-comuna, não o é: Para “consumo interno”, o novíssimo PS segue inspirado o “radical” Syriza, desde a versão 1, ou seja, primeiro foi “o virar de página da austeridade” e o afrontamento das Instituições europeias, depois o “reinício” da mais austera austeridade e o claudicar total às “malditas “Instituições” com o pedido do 4º Resgate. E?

Tudo bem! O Syriza voltou a ganhar as Eleições gregas e continua no poder. Daí ao líder do PS A. Costa e seus olheiros, com inominável desejo de Poder terem apreendido tal realização, não demorou o acender de um fósforo e experienciam agora idêntica Política, no nosso País, graças ao “canto de sereia” do PCP e da sua CGTP de “espinha quebrada”.
Veja-se simbolicamente a capa da Caras com “a famiglia”, mal comparando a da Paris Match com a de Varoufakis , ou no Dia Internacional contra a Corrupçâo, 3 Ministros vociferam e propagandeiam o grande combate do Governo à dita, no qual o Ministério Público subitamente apresenta um programa especial, tal qual a maior bandeira do Syriza 1, à época.

Não importa para o “PM” empossado por mera chantagem institucional, o facto vital de que Perdeu as Eleições, ao contrário do PM Alexis Tsipras, que as ganhou – nem esse capital o primeiro pode reivindicar em seu abono. Constará certamente na História de Portugal do séc. XXI, como “O PM Usurpador”.

  • Passando ao PCP/ CGTP e apêndice PEV, os objectivos são claros e a estratégia profissional, só “Para Adultos”, porque incompatíveis com os nobres e sãos valores das Democracias Ocidentais: explorar e minar o regime democrático até à exaustão, usando a própria Democracia e activando a nova derrocada da Economia Portuguesa.

Impor o Comunismo totalitário e estalinista, na supremacia do Colectivo sobre a Pessoa, do Público sobre o Privado, e por aí fora… Ponto de partida? Restaurar/ reverter/ renacionalizar “os sectores e empresas fundamentais para o desenvolvimento do país e a defesa dos direitos e dos postos de trabalho”. Aproveitando a estratégia do “conjunto” PS e servindo-se dela o tempo urge e não precisarão de muito, nem um nem outro: Transportes, Legislação Laboral e Salário mínimo são os detonadores.O PCP e a CGTP estão para o PS, como a cartilha do “Acabou a austeridade” estava para o Syriza 1. Por sua vez o arqui-inimigo PS está para o PCP e a CGTP, como o “elefante” engolido, para evitar os próprios cofres vazios e a anunciada fragmentação até ao eclipse final.

  • O Bloco de Esquerda em desenfreada ascensão e longe, longe de ser o Syriza ou o Podemos nacional, tem uma estratégia terra-a-terra, de eficácia comprovada: Populismo sim, radicalismo não!

Refém do PS e do PCP, o BE possui no entanto um trunfo imprescindível ao trôpego e balofo Chefe do Governo actual, a sua Líder. Dinâmica, empática e insolente, completa na perfeição a imagem do primeiro, para tornar proficiente a implementação da estratégia “Conto de Crianças”, versão Para Adultos, em Portugal.

Ainda no “Era uma vez”, já temos medidas a cair e greves desconvocadas cá para dentro, déficite de 3% e draft do Orçamento em Janeiro lá para fora, mas a Realidade é o que é e o “Faz-de-conta” só existe nos “Contos”!

Cascais, 11/12/2015